S A B E D O R I A
O veraz poder está na ordem, no equilíbrio, na simplicidade, na honestidade, no desejo puro de servir, e não na truculência, na corrupção, na desordem, no caos.
O dinheiro mal ganho é um prego envenenado que se cravará em nossas mãos. Nada rende tanto quanto a exploração do sangue humano, e o mundo está cheio do dinheiro de Judas, gordo de traições, verdadeiro esterco do diabo, que nos sufocará, fazendo a terra afundar sob nossos pés. É contra esse dinheiro que se levanta a maldição de Deus, não contra o dinheiro que é justa recompensa do trabalho honesto.
Pelos arrastamentos a que da causa, pelas tentações que gera e pela fascinação que exerce, o Poder e a riqueza são as provas mais difíceis e dolorosas do espírito imortal.
Somente os hipócritas, "sepulcros caiados de branco por fora", mas podres por dentro, inimigos do Bem, da Verdade e do Direito, inimigos de Deus, pregam a santidade de superfície.
A riqueza é terrível expiação, mas ariscada e temerosa que a da miséria, mas difícil de conceder méritos ao seu infeliz possuidor!
O pobre que inveja só para sobressair daquilo que condena, obterá a riqueza como punição, para que lhe experimente o enorme peso e o valor efêmero. Seja a riqueza um meio e não um fim; seja dirigida para metas mais altas, únicas que poderão justificar o triste ídolo, em cujo nome tanto mal foi cometido.
Rouba aquele que por vias transversas, pouco importa se legais acumula rapidamente, enriquecendo-se de golpe; rouba quem vive de bens hereditários no ócio; rouba quem não dá à sociedade todo o rendimento de sua capacidade.
O trabalho não é uma condenação mas um ato de valor e de conquista.
A subida a altura famosas da escala social terrena, não implica a posse de virtudes.
A fatalidade é criação nossa, gerada dos nossos erros e inconsequências através das idades e do tempo.
O trabalho não é uma necessidade econômica mas uma necessidade moral.
Arrependimento é tão-só caminho para a regeneração, jamais passaporte direto para o Céu.
O trabalho não é uma condenação social dos deserdados, mas um dever de todos, a que não é lícito fugir.
Sem Deus nada somos nada podemos, contudo, entre nós e ele há a obrigação que nos cabe a cumprir.
O milagre, compreendido como violação e refazimento de leis, não é prova de poder, mas um absurdo que não pode existir se não na ignorância humana.
O trabalho digno é a oportunidade santa. Dentro dos círculos do serviço, atitude assumida pelo homem honrar-lhe-á ou desonrar-lhe-á a personalidade eterna, perante Jesus-Cristo.
O trabalho é a mais abençoada das preces.
O progresso é filho do trabalho.
Um povo sem consciência coletiva não é uma sociedade mas um rebanho.
Quem vadia rouba à sociedade e a si mesmo.
O salário do invejoso, ou despeitado, é o fracasso.
Quem planta desperdício colhe penúria.
A fé é o remédio seguro do sofrimento.
É imoral quem se subtrai a própria função social de colaborar no organismo coletivo, em que cada um tem que estar em seu posto de combate.
Só os medíocres morrem.
Só o que medíocre pode ser compreendido e aclamado pela maioria mediocre.
Tal como a semente produz o fruto, e o fruto produz a semente, assim o pensamento produz a ação e a ação produz o pensamento.
O inferno é um problema de direção espiritual.
Satã é a inteligência perversa.
Quem planta o bem colhe felicidade; quem planta o mal, colhe dor e sofrimento. É ditame irrevogável da Lei Divina, lógica e justa.
O perdão sincero é filho espontâneo do amor e, como tal, não exige reconhecimento de qualquer natureza.
A verdadeira virtude não se faz notar.
A mentira é ação capciosa que visa o proveito imediato de si mesmo, em detrimento dos interesses alheios em sua feição legítima e sagrada.
A verdade é a essência espiritual da vida.
Há pedras e espinheiros? Fixa-te em Jesus e passa.
Quem confia no pai, não cai.





